
O MAIS ORIENTAL DOS OCIDENTAIS
Ivan
Szazi, 33 anos, húngaro, desenhista, designer e tatuador
profissional. Saiba o que ele tem a dizer.
Estilo ele tem de sobra, mas foi na arte japonesa que
encontrou a identidae do seu trabalho. Entre uma caipirinha
e outra eno meio de belas mulheres, o tatuadir Ivan Szazi
nos conta um pouco sobre sua vida. Ele está aqui
faz três anos e meio, e já se sente em casa.
Acabou ficando no Brasil depois de participar da III Convenção
internacional de tatuagem, em 97, a convite do Led's,
e se estabeleceu em São Paulo desde estão.
Desenhista nato, tatua há mais de 10 anos, e diz
ter começado pelo simples fato de se identificar
e curtir as pessoas tatuadas que via por aí.
O que fazia antes de ser tatuador?
Eu sempre fiz coisas relacionadas a artes e desenho, desenho
técnico e design gráfico.
Por
que a preferencia por desenho japonês?
Sempre achei desenhos japoneses bonitos, e pra mim as
tatuagens japonesas são as mais legais.
Você
faz outros trabalhos alem deste estilo?
Eu faço vários tipos, mas sempre tento deixar
o desenho com meu estilo. Gosto de tribal, old school,
new school... 0 importante é que eu faço
meus próprios desenhos, sempre.
0
que Você acha dessa nova galera fazendo tattoo com
influêncla do grafite, a chamada new schoot?
Eu acho legal, desde que seja bem feita, do tamanho certo.
Tem bons artistas fazendo esse estilo.
As
pessoas te procuram exclusivamente por causa do seu estilo.O
que você acha disso?
Eu gosto muito, pois prefiro tatuar pessoas que conhecem
o meu trabalho.
É imensamente prazeroso.
Quais
são seus ídolos na tatuagem?
Existem vários: Mick, Ed Hard,
"Jean Paul Zilli", Horihide e
todos os outros que fazem um bom trabalho.
E
alguns deles já te tatuou?
Eu queria marcar com Jean Paul
Zilli, mas...
Você
já trabalhou em diferentes convenções,
que diferença você vê do Brasil pro
resto do mundo?
No Brasil, a "arte da tatuagem" é muito
nova, e ainda existe muito preconceito pra ser quebrado,
coisa que lá fora já é diferente.
0
mercado aqui é maior ou menor do que na gringa?
É a mesma coisa. Fazendo um bom trabalho, você
ganha dinheiro em qualquer lugar do mundo.
Competência é universal.
Você
trabalhou um tempo com um conceituadíssimo tatuador
da Suiça, o Mick.
Qual a importancia dessa experiência?
Eu trabalhei um ano com o Mick. Foi uma experiência
importante, eu aprendi muita coisa que é importante
na tatuagem.
Depois
de tanto tempo por aqui, porque você ainda não
tem seu próprio estúdio?
Eu
acho que tudo tem sua hora.
Que
toque você quer dar pra quem quer começar
a se tatuar e não sabe que estilo seguir?
O mais importante e não Ter pressa. Não
existe tatuagem com pressa. E bom você procurar
um tatuador com um trabalho que você admire e se
identifique. Assim tudo fica mais fácil e não
há do que se arrepender.
"No
Brasil, a "arte da tatuagem" é muita
nova, e ainda existe muito preconceito"
Revista TATTOOART - ano 2 - número 6 - pag. 16
- Editora Price